Cleiton Ramos
sábado, 11 de setembro de 2010
Em 2006, a iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, 43 anos, dois filhos, recebeu 99 chibatadas por manter "relações ilícitas" com dois homens após a morte do marido. No mesmo ano, a pena foi revista, e Sakineh foi sentenciada à morte por lapidação. Desde que o caso ganhou a imprensa, o regime dos aiatolás despista: diz que ela também foi acusada por homicídio; que o apedrejamento foi suspenso; que seu futuro não foi decidido etc. De um palanque em Curitiba, plena campanha eleitoral, o presidente Lula tentou mediar também este conflito e ofereceu asilo como forma de amenizar o que chamou de "incômodo" ao Irã. O Irã rejeitou.
Irã suspende execução por apedrejamento de Sakineh
"O veredicto foi suspenso e está sendo revisto", disse porta-voz
"O veredicto foi suspenso e está sendo revisto", disse o porta-voz da chancelaria Ramin Mehmanparast ao canal estatal Press TV. Na terça-feira,o governo do Irã havia advertido a comunidade internacional, em especial os países europeus, para que deixassem de interferir no caso que, segundo o regime dos aiatolás, “não é uma questão de direitos humanos”.
O caso - A iraniana Sakineh é mãe de dois filhos e havia sido condenada por manter "relações ilícitas" com dois homens após ficar viúva. Em 2006, ela levou 99 chibatadas pelo "crime". No mesmo ano, um dos amantes foi condenado pelo homicídio do marido dela. O caso foi, então, reaberto, e ela foi sentenciada à morte por apedrejamento.
Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega. Para evitar críticas internacionais, o Irã mudou a condenação de Sakineh de adultério para assassinato. Logo depois, decidiu que ela vai responder, na verdade, pelas duas acusações.
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